23 de agosto de 2016

Arrogância e solidão

Numa pequena comunidade viviam em harmonia duas amigas; a “MaisBella” e a “MaisLinda”. Além de serem as mulheres mais bonitas, eram amigas inseparáveis e cortejadas por todos os homens. Diariamente trocavam confidências e conversavam sobre todas as cantadas que recebiam. Os homens se apaixonavam e se declaravam. Porém por mais apaixonados que estivessem seus sentimentos apenas roçavam os corações das duas belas. Por sua vez elas os olhavam com firmeza e os capturavam na fragilidade de suas paixões. Por anos esse desprezo pelos pretendentes se manteve, no entanto no final de uma tarde ensolarada tudo isso mudou.

15 de agosto de 2016

Perdas Financeiras e Suicídio

Durante vinte anos, um empresário acumulou riquezas, mas não desfrutou tanto quanto seus filhos. Estes sim eram ricos: viajaram, hospedaram-se em bons hotéis e pagaram camarote para os amigos nas baladas. Bem como sua esposa também soube usufruir da riqueza e diferenciou dos anos de privações no início do casamento. Por muitos anos o empresário viveu diferente da sua família, por mais que acumulava, vivia com poucos recursos. Só usufruiu o que construiu porque sua esposa organizava as férias, as festas e os finais de semana quando estava em casa. Seu foco sempre foi o trabalho. E por que viveu assim? Para fugir da pobreza e não para se tornar rico. Assim o fez, seguindo o que escutou na infância: “caso não estudasse ficaria com subemprego”.
Diante dos outros se apresentava mais como o que possui bens do que pela sua pessoa. Ficava inseguro diante de pessoas com mais posses, sentia-se diminuído diante da maior parte dos amigos. Mesmo escutando que ele era uma excelente pessoa e percebendo que as pessoas gostavam dele, não conseguia acreditar e utilizava a riqueza como escudo social. Até que veio uma crise financeira, não conseguiu segurar os negócios e faliu. Foi um golpe tão duro que sua personalidade ruiu e consequentemente perdeu o equilíbrio emocional. A esposa entendeu a situação e procurou consolar o marido, mas ele como empresário sentiu-se fracassado e pessoalmente não se via encarando os amigos sem seu escudo social.
Não aceitou sua nova realidade, a única forma que se via era alicerçado no dinheiro e para salvar sua personalidade quis interromper o seu processo de pobreza e viu no suicídio uma forma de salvar-se. Uma forma equivocada, pois além de não resolver seus problemas, só virá mais à tona o motivo que o levou a cometer esse ato. Mas no desespero essa atitude aparece como alternativa. E infelizmente essa escolha ainda é bastante comum.
Nesse tipo de problema o processo de psicoterapia vai trabalhar a ressignificação do passado, compreendendo como foi sua educação e valores morais que trouxe para tomar as decisões em sua vida e mostrar a importância de construir o seu “Ser” mais do que o “Ter”. A riqueza precisa ser uma consequência da construção saudável do seu Ser e não uma fuga e um escuto contra a pobreza. Dessa forma a psicoterapia possibilitará o paciente tomar um outro ponto de vista sobre sua vida e voltar a construí-la.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449


A Viver – Atividades em Psicologia desenvolveu programas psicoterapêuticos que possibilitam ser trabalhados em grupos e individual.
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Página no Facebook: Viver – Atividades em Psicologia

8 de agosto de 2016

Realização pessoal, como alcançar.

Caro leitor, no artigo Beleza e o relacionamento amoroso citei que: “A psicologia identificou que toda pessoa, desde pequena, forma um Projeto de Ser Determinada Pessoa no Mundo e busca durante sua vida realizá-lo. Quando identifica que a pessoa que está se relacionando amorosamente é importante para realização do seu projeto, tende a sentir-se mais próximo e a manter laços.” Mas você pode se perguntar "como identificar qual meu Projeto de Ser? E por que isso é importante?"

1 de agosto de 2016

Trinta minutos para pensar em si

Quando foi a última vez que você parou para pensar em si? Faço frequentemente essa pergunta aos meus pacientes e a resposta mais comum é: “não lembro quando parei e refleti sobre a minha vida”. Isso mostra o quanto as pessoas não param para refletir sobre suas relações, tarefas, objetivos e trabalhos. No máximo, lamentam determinado infortúnio. Então, faço o seguinte questionamento: você percebe que não pensar em sua própria vida é permitir ser comandada pelo outro, mas sem deixar de ser responsável? E geralmente a resposta é negativa. O interessante é que nos alimentamos, escovamos os dentes, nos lavamos, cuidamos dos bens, etc., mas pensamos muito pouco em nós mesmos. Falo isso porque a falta de tempo é a justificativa mais comum.

25 de julho de 2016

Mudar para ser feliz

O relacionamento amoroso apresenta diversos perfis, alguns muito agradáveis, como carinho, atenção e perceber que contribui para a vida e felicidade da pessoa amada; mas também apresenta pontos doloridos, como ciúmes, saudades, desavenças e mudanças que se fazem necessárias. No artigo intitulado “Não mude a essência” foi apontado o quanto é difícil alterar o modo de ser que está arraigado na constituição da personalidade. Porém é possível mudar pequenas atitudes do dia-a-dia que influenciam negativamente no relacionamento.

18 de julho de 2016

Beleza e o relacionamento amoroso

Anos atrás fui convidado à realizar um workshop de relacionamento amoroso numa universidade do interior de Santa Catarina, num evento denominado semana da psicologia, nesse evento apresentei como fio condutor da palestra a importância de um relacionamento amoroso proporcionar condições para que o outro seja feliz e com isso criar um ambiente propício a sua própria felicidade. Em determinado momento veio a discussão sobre a beleza e o quanto isso era levado em consideração numa relação amorosa.

11 de julho de 2016

Filho homossexual, como lidar?

Nas duas últimas semanas foram publicados os textos em que os filhos comunicam aos seus pais sua orientação sexual pela homossexualidade e como a geração dos pais lida com essa situação. Mas como os pais podem lidar na prática com seus filhos quando esses assumem a homossexualidade?

5 de julho de 2016

Orientação sexual, uma escolha?

Por um período de quase três décadas como psicólogo acompanhei uma mudança muito grande na cultura e relações sociais quanto a aceitação ou não da homossexualidade. Atualmente, as gerações mais novas aceitam com tranquilidade, e veem as relações entre o mesmo sexo como uma das possíveis relações que eles ou os amigos podem vir a ter. Mas vivemos num mundo com diversas gerações que constituem com força a moral e os costumes de uma mesma época e consequentemente geram conflito. Esse embate aparece, mesmo quando há aceitação de um mesmo fato, pois ele é analisado e compreendido por ponto de vistas diferentes. Essas divergências tendem ao isolamento das posições, não ajudando a superação. E como ficam os pais, citados no artigo de semana passada, diante da escolha por parte do seu filho da homossexualidade como orientação sexual?

27 de junho de 2016

Meu filho assumiu que é gay, o que faço?

 Meu filho assumiu que é gay
Nessas quase três décadas como psicólogo percebi que em algum momento de suas vidas, os jovens homossexuais, que tinham escolhido tal opção para relacionamentos casuais ou duradouros se depararam com uma situação comum: como contar aos pais que eram e tinham assumido a homossexualidade. Os preconceitos, medos, inseguranças, vinham à tona antes de contar, e a angustia tomava conta nas semanas anteriores, mas havia um alívio depois da conversa. Esse alívio não significava necessariamente a paz. Mas como ficam os pais nessa história? Primeiro que já existe uma diferença de projetos de vida, enquanto o filho busca aceitação por parte dos pais com intuito de viver o que deseja, seus pais até então viviam um projeto de configuração familiar pré-estabelecido, antes mesmo dos seus filhos nascerem. O filho, por sua vez considera isso um absurdo e aponta que os pais não podem desejar algo que implica na liberdade dele, buscam, dessa forma, uma justificativa para sua liberdade.

20 de junho de 2016

Início de namoro

 Inicio de namoro - Flavio Melo Ribeiro
Quando uma pessoa começa a namorar sabe mais sobre si do que sobre o novo relacionamento, portanto namorar, além de levar o outro em consideração, é prestar atenção em si. Ficar atento as situações que possa desfrutar e se realizar, como também não deixar o passado interferir negativamente no novo. Com o passar do tempo acumula-se experiências, e muitas delas, deixam marcas que de alguma forma servem de referência para reflexões e expectativas. No entanto a pessoa que você começou a namorar não sabe, e por sua vez traz uma carga que você não tem ideia, mas vai conviver. Outro ponto importante é a administração da ansiedade de ambos no início do relacionamento, pois dependendo de como administrarem vão abrir espaço para se conhecerem de forma saudável ou botar a perder. Não tanto pela dimensão do que é feito, mas pela interpretação do que foi feito.

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