18 de julho de 2016

Beleza e o relacionamento amoroso

Anos atrás fui convidado à realizar um workshop de relacionamento amoroso numa universidade do interior de Santa Catarina, num evento denominado semana da psicologia, nesse evento apresentei como fio condutor da palestra a importância de um relacionamento amoroso proporcionar condições para que o outro seja feliz e com isso criar um ambiente propício a sua própria felicidade. Em determinado momento veio a discussão sobre a beleza e o quanto isso era levado em consideração numa relação amorosa.

11 de julho de 2016

Filho homossexual, como lidar?

Nas duas últimas semanas foram publicados os textos em que os filhos comunicam aos seus pais sua orientação sexual pela homossexualidade e como a geração dos pais lida com essa situação. Mas como os pais podem lidar na prática com seus filhos quando esses assumem a homossexualidade?

5 de julho de 2016

Orientação sexual, uma escolha?

Por um período de quase três décadas como psicólogo acompanhei uma mudança muito grande na cultura e relações sociais quanto a aceitação ou não da homossexualidade. Atualmente, as gerações mais novas aceitam com tranquilidade, e veem as relações entre o mesmo sexo como uma das possíveis relações que eles ou os amigos podem vir a ter. Mas vivemos num mundo com diversas gerações que constituem com força a moral e os costumes de uma mesma época e consequentemente gerando conflito. Esse embate aparece, mesmo quando há aceitação de um mesmo fato, pois ele é analisado e compreendido por ponto de vistas diferentes. Essas divergências tendem ao isolamento das posições, não ajudando a superação. E como ficam os pais, citados no artigo de semana passada, diante da escolha por parte do seu filho da homossexualidade como orientação sexual?

27 de junho de 2016

Meu filho assumiu que é gay, o que faço?

 Meu filho assumiu que é gay
Nessas quase três décadas como psicólogo percebi que em algum momento de suas vidas, os jovens homossexuais, que tinham escolhido tal opção para relacionamentos casuais ou duradouros se depararam com uma situação comum: como contar aos pais que eram e tinham assumido a homossexualidade. Os preconceitos, medos, inseguranças, vinham à tona antes de contar, e a angustia tomava conta nas semanas anteriores, mas havia um alívio depois da conversa. Esse alívio não significava necessariamente a paz. Mas como ficam os pais nessa história? Primeiro que já existe uma diferença de projetos de vida, enquanto o filho busca aceitação por parte dos pais com intuito de viver o que deseja, seus pais até então viviam um projeto de configuração familiar pré-estabelecido, antes mesmo dos seus filhos nascerem. O filho, por sua vez considera isso um absurdo e aponta que os pais não podem desejar algo que implica na liberdade dele, buscam, dessa forma, uma justificativa para sua liberdade.

20 de junho de 2016

Início de namoro

 Inicio de namoro - Flavio Melo Ribeiro
Quando uma pessoa começa a namorar sabe mais sobre si do que sobre o novo relacionamento, portanto namorar, além de levar o outro em consideração, é prestar atenção em si. Ficar atento as situações que possa desfrutar e se realizar, como também não deixar o passado interferir negativamente no novo. Com o passar do tempo acumula-se experiências, e muitas delas, deixam marcas que de alguma forma servem de referência para reflexões e expectativas. No entanto a pessoa que você começou a namorar não sabe, e por sua vez traz uma carga que você não tem ideia, mas vai conviver. Outro ponto importante é a administração da ansiedade de ambos no início do relacionamento, pois dependendo de como administrarem vão abrir espaço para se conhecerem de forma saudável ou botar a perder. Não tanto pela dimensão do que é feito, mas pela interpretação do que foi feito.

13 de junho de 2016

Reflexão sobre sexualidade


 Reflexão sobre sexualidade - Flávio Melo Ribeiro

Como psicólogo sou questionado sobre o comportamento humano e comumente se as crenças populares são verdadeiras. Dentre elas as referentes ao relacionamento amoroso e ao sexo estão entre as mais questionadas. Uma vez um jovem cliente me questionou o que ele poderia fazer para conquistar sexualmente sua namorada. Isto me motivou a fazer uma pequena pesquisa entre clientes e mulheres que participavam de grupos em quais coordenava e o questionamento era "o que a deixava mais propícia ao sexo junto ao seu companheiro?". Em resumo foi possível agrupar as respostas em três pontos:

6 de junho de 2016

Me sinto livre, posso casar?

 Me sinto livre, posso casar?
Liberdade é possibilidade de escolher. Na psicologia diz-se que a prova da liberdade é a angústia, pois é diante de uma escolha que implica nossa vida, que nos sentimos angustiado. E junto com a angústia vive-se o desamparo, pois nos sentimos inteiramente responsáveis pelo que escolhemos. Por mais que possamos pedir conselho, ler a respeito, escutarmos opiniões, somos nós que escolhemos e consequentemente nos comprometemos e nos responsabilizamos. Não vamos confundir angústia com ansiedade. A ansiedade está ligada a tentativa de economização do tempo, é o desejo que tudo se resolva o mais rápido possível. Sofre-se por esperar. Na angústia o sofrimento é por não saber qual opção será a melhor, ou mesmo reconhecer que o caminho tomado não apresenta o resultado desejado.

30 de maio de 2016

Cupido Brincalhão

 Cupido Brincalhão
Iniciei a semana lendo o seguinte post: Procura-se um cupido sério e responsável, porque o último que apareceu era muito brincalhão. Na hora eu ri, mas foi uma frase que me fez refletir: quem nos dias de hoje já não se deparou com um cupido brincalhão que nos fez “perder tempo” numa relação que não deu em nada. Mas antes de colocar a culpa no cupido é importante olhar para si e analisar as próprias escolhas, além dos comportamentos que podem estar diretamente ligado ao fato de não ter dado certo.

Que escolha você está fazendo para conhecer novas pessoas? Comece refletindo sobre os locais que frequenta, eles dizem muito do que você vai encontrar. Obvio que você não pode avaliar preconceituosamente, mas também não precisa se enganar dizendo que pode encontrar “a pessoa dos teus sonhos” em qualquer local, portanto use o bom senso. Observe os critérios que você utiliza para escolher. Procure ordenar esses critérios por ordem de importância, o que realmente importa num relacionamento, que sem ele não vale a pena seguir adiante. E se você não está encontrando essa pessoa, veja se é possível que ela frequenta os mesmos locais que você, caso contrário veja onde e passe a frequentar.

23 de maio de 2016

Case constantemente com a mesma pessoa

 Case constantemente com a mesma pessoa
Chega um dia em que o casal não quer mais se afastar. Percebe que o amor que os une faz surgir um desejo de construir algo mais do que o namoro oferece, querem compartilhar suas vidas num novo lar. Chega o momento que pensam constantemente em casar, uma decisão séria que implica a vida de várias pessoas no entorno do casal, além deles obviamente. Esse sentimento é vivido como para sempre, por isso que o casal troca as alianças, pois tem o intuito de juntos construir uma família, um lar e enfrentar as adversidades do mundo em conjunto. Percebem o quanto pode contar com o outro e vivem forte sentimento de complementariedade e união.

16 de maio de 2016

Porque a Rosa brigou com o Cravo?

 Porque a Rosa brigou com o Cravo?

A Rosa perguntou para o Cravo – “o que te incomoda tanto?” e o cravo respondeu – “as tuas críticas sobre mim.” – “Você queria conhecer a verdade” retrucou a Rosa e continuou, “ela vai te fazer crescer, mas antes vais sentir dor e sofrimento, pois existe duas formas de aprender: pensando ou sofrendo e você Cravo, adora aprender sofrendo. Após esse período de dor é que será possível haver crescimento. Portanto, enquanto você não tiver amadurecimento para crescer através das experiências alheias e da empatia, condição de se colocar na posição do outro, e perceber o mal ou bem que pode causar, é importante ter paciência para refletir sobre as dores causadas por suas insensatas ações.”

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