23 de maio de 2016

Case constantemente com a mesma pessoa

 Case constantemente com a mesma pessoa
Chega um dia em que o casal não quer mais se afastar. Percebe que o amor que os une faz surgir um desejo de construir algo mais do que o namoro oferece, querem compartilhar suas vidas num novo lar. Chega o momento que pensam constantemente em casar, uma decisão séria que implica a vida de várias pessoas no entorno do casal, além deles obviamente. Esse sentimento é vivido como para sempre, por isso que o casal troca as alianças, pois tem o intuito de juntos construir uma família, um lar e enfrentar as adversidades do mundo em conjunto. Percebem o quanto pode contar com o outro e vivem forte sentimento de complementariedade e união.

16 de maio de 2016

Porque a Rosa brigou com o Cravo?

 Porque a Rosa brigou com o Cravo?

A Rosa perguntou para o Cravo – “o que te incomoda tanto?” e o cravo respondeu – “as tuas críticas sobre mim.” – “Você queria conhecer a verdade” retrucou a Rosa e continuou, “ela vai te fazer crescer, mas antes vais sentir dor e sofrimento, pois existe duas formas de aprender: pensando ou sofrendo e você Cravo, adora aprender sofrendo. Após esse período de dor é que será possível haver crescimento. Portanto, enquanto você não tiver amadurecimento para crescer através das experiências alheias e da empatia, condição de se colocar na posição do outro, e perceber o mal ou bem que pode causar, é importante ter paciência para refletir sobre as dores causadas por suas insensatas ações.”

9 de maio de 2016

O outro nunca vem sozinho

 O outro nunca vem sozinho
Hoje pela manhã li a seguinte frase “muitos aprendem a beijar a pele, mas poucos são os que sabem beijar a alma”. Não é por acaso o quanto escuto que as pessoas estão cada vez menos se comprometendo nos relacionamentos, reclamam da solidão, mas não se preocupam em construir, querem o outro da forma como idealizam. O simples contato de sonhos individuais, por mais atração e satisfação física que exista, não produz um casal. É necessário enxergar com os olhos do outro, entender suas necessidades, seus desejos, para com sinceridade compartilhar e satisfazer.

2 de maio de 2016

Mãe, quando te vi...

 Mãe, quando te vi
Tenho dois meses de idade, não sei direito o que acontece ao meu redor, ainda me assusto facilmente, mas identifico uma mulher que me toca e passa um afeto muito grande. Não entendo o que diz, mas ela fala muito comigo. Percebo que ela está cansada, pois embora eu durma a maior parte do dia, acordo de hora em hora chorando e deixando a impressão de que não durmo.

Estou com cinco meses de vida e geralmente acordo exigindo atenção, ou espero ela me arrumar para molhar a roupa que ela cuidadosamente me vestiu. Mesmo assim ela é atenciosa e dela exala um amor muito grande, com ela me sinto seguro. Nos seus braços aprendi o que é aconchego.

18 de abril de 2016

Drogas e suicídio

 Drogas e Suicídio
Jovem com roupas da moda, fisionomia atraente, bem relacionado, levanta-se da poltrona, encaminha-se para sacada do oitavo andar e mantém olhar fixo no horizonte. As linhas de expressão do seu rosto estavam caídas e seus olhos viam, mas não enxergavam. Sua consciência estava focada nas imagens produzidas a partir da ingestão de “doce” (denominação dada ao LSD – droga alucinógena). As demais pessoas da festa não percebem nada de errado, e ele começa a sorrir ao ver um caminho luminoso a sua frente. Muito mais atraente do que acontece ao seu redor, sente-se atraído para se encaminhar até a música e as pessoas que se encontravam no final das luzes. Com calma, subiu numa cadeira deixada junto a mureta da sacada, posicionou o primeiro pé na mureta, colocou o segundo pé e deu um passo à frente. Foi nesse momento que sentiu um forte puxão no seu braço dado por um dos seus amigos, caiu no chão da sacada, machucou as costas e berrou enfurecido com quem o olhava. No outro dia, sóbrio relatou que em nenhum momento pensou em se matar, apenas iria andar pelo lindo caminho luminoso que enxergava, embora a lei da gravidade não leve isso em consideração.

11 de abril de 2016

Decepção amorosa e suicídio

 Decepção amorosa e suicídio - Flavio Melo Ribeiro
Essa é uma estória de ficção, mas baseada em diversos relatos de clientes. Se passa num shopping, cinco horas da tarde de uma sexta-feira, começa o movimento na praça de alimentação. E lá está uma jovem de 19 anos, pensativa e arrasada pelo término do seu namoro. Era a terceira vez que acontecia em menos de dois meses. Dessa vez o namorado despejou toda a culpa das desavenças em cima dela. Apontou o quanto ela era mimada, egocêntrica e exigia demais dele, e o fez com cruel frieza. Virou as costas e a deixou só no meio de uma multidão que não vê ninguém, apenas vitrine e seus próprio interesses.

8 de abril de 2016

Desesperança e Suicídio.

 Desesperança e Suicídio - Flavio Melo Ribeiro
Há um ditado popular que diz que a esperança é a última que morre, pois diante das dificuldades a pessoa não se deixa derrotar, tem a expectativa que aconteça algo favorável que possa “salva-la”. Em contrapartida a desesperança é a condenação prematura, toma-se como certo a derrota. É entrega da vida, as forças enfraquecem, as direções se perdem e não há mais razão para continuar.

24 de março de 2016

Diferenças: o elo entre as pessoas.


Diferenças: o elo ntre as pessoas - Flávio Melo Ribeiro
Numa tarde, alguns anos depois de formado, atendi três novos pacientes com o mesmo tipo de queixa “dificuldade de relacionar-se com os outros”, mas com problemas e origens diferentes. De certa forma um complementava o outro: o primeiro sofria pelo seu egocentrismo, outro pela solidão, que beirava a depressão e por fim, o terceiro por “enxergar pelo coração” as pessoas com quem se relacionava e acabava sendo incompreendido ou mesmo repreendido. Este último paciente, uma mulher de 23 anos tinha muito a ensinar aos demais, mas não se conheciam e não tinham ligação. Até começar a atendê-los não tinha ideia do quanto eles iriam possibilitar um novo direcionamento nos atendimentos.

11 de março de 2016

Depressão: momento de agir

Depressão: momento de agir
Num determinado dia ele acordou desanimado. Ao refletir sobre, se deu conta que estava sofrendo pressão no trabalho mais do que normalmente vivenciava; está afastado dos amigos; abandonou os esportes, e o pouco de lazer ficou comprometido devido à crise que vive no casamento. Ficou na cama por mais trinta minutos, até sentir que precisava levantar. Mesmo sem ânimo se arrumou, alimentou-se, no entanto sabia que sofreria no final do dia ao retornar para casa, pois significava que sua vida não mudou e sentiria o peso do fracasso. Cumprimentou mecanicamente sua esposa e saiu para trabalhar sem compartilhar com ela suas reflexões e angústias. No trajeto ao trabalho sonhava com uma mudança mágica, sem esforço e se possível sem assumir responsabilidades. Mas não adianta, na maior parte dessas situações é como trocar o pneu do carro com ele andando, pois não é possível parar o mundo.


4 de março de 2016

Uma mulher, um projeto, uma escolha

Uma mulher, um projeto, uma escolha - Flávio Melo Ribeiro
Numa tarde ensolarada, ela vem descendo a rua, com passos seguros, mostrando aos outros que sabe o que quer e para onde vai. Ao olhar o celular percebe que seu namorado a está ligando, com um sorriso no rosto o atende. Mas a primeira frase que escutou foi  - Onde você está? Estou escutando barulho, está na rua? Diante dos questionamentos desanimou e ficou fria. Mais uma crise de ciúmes! Não queria mais isso, já tinha esgotado todas as argumentações nas ocasiões anteriores. O comportamento enciumado do namorado explicitou a contradição de como é seu relacionamento e como gostaria de viver. Nessa mesma noite botou um ponto final no namoro.
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