20 de junho de 2016

Início de namoro

 Inicio de namoro - Flavio Melo Ribeiro
Quando uma pessoa começa a namorar sabe mais sobre si do que sobre o novo relacionamento, portanto namorar, além de levar o outro em consideração, é prestar atenção em si. Ficar atento as situações que possa desfrutar e se realizar, como também não deixar o passado interferir negativamente no novo. Com o passar do tempo acumula-se experiências, e muitas delas, deixam marcas que de alguma forma servem de referência para reflexões e expectativas. No entanto a pessoa que você começou a namorar não sabe, e por sua vez traz uma carga que você não tem ideia, mas vai conviver. Outro ponto importante é a administração da ansiedade de ambos no início do relacionamento, pois dependendo de como administrarem vão abrir espaço para se conhecerem de forma saudável ou botar a perder. Não tanto pela dimensão do que é feito, mas pela interpretação do que foi feito.

13 de junho de 2016

Reflexão sobre sexualidade


 Reflexão sobre sexualidade - Flávio Melo Ribeiro

Como psicólogo sou questionado sobre o comportamento humano e comumente se as crenças populares são verdadeiras. Dentre elas as referentes ao relacionamento amoroso e ao sexo estão entre as mais questionadas. Uma vez um jovem cliente me questionou o que ele poderia fazer para conquistar sexualmente sua namorada. Isto me motivou a fazer uma pequena pesquisa entre clientes e mulheres que participavam de grupos em quais coordenava e o questionamento era "o que a deixava mais propícia ao sexo junto ao seu companheiro?". Em resumo foi possível agrupar as respostas em três pontos:

6 de junho de 2016

Me sinto livre, posso casar?

 Me sinto livre, posso casar?
Liberdade é possibilidade de escolher. Na psicologia diz-se que a prova da liberdade é a angústia, pois é diante de uma escolha que implica nossa vida, que nos sentimos angustiado. E junto com a angústia vive-se o desamparo, pois nos sentimos inteiramente responsáveis pelo que escolhemos. Por mais que possamos pedir conselho, ler a respeito, escutarmos opiniões, somos nós que escolhemos e consequentemente nos comprometemos e nos responsabilizamos. Não vamos confundir angústia com ansiedade. A ansiedade está ligada a tentativa de economização do tempo, é o desejo que tudo se resolva o mais rápido possível. Sofre-se por esperar. Na angústia o sofrimento é por não saber qual opção será a melhor, ou mesmo reconhecer que o caminho tomado não apresenta o resultado desejado.

30 de maio de 2016

Cupido Brincalhão

 Cupido Brincalhão
Iniciei a semana lendo o seguinte post: Procura-se um cupido sério e responsável, porque o último que apareceu era muito brincalhão. Na hora eu ri, mas foi uma frase que me fez refletir: quem nos dias de hoje já não se deparou com um cupido brincalhão que nos fez “perder tempo” numa relação que não deu em nada. Mas antes de colocar a culpa no cupido é importante olhar para si e analisar as próprias escolhas, além dos comportamentos que podem estar diretamente ligado ao fato de não ter dado certo.

Que escolha você está fazendo para conhecer novas pessoas? Comece refletindo sobre os locais que frequenta, eles dizem muito do que você vai encontrar. Obvio que você não pode avaliar preconceituosamente, mas também não precisa se enganar dizendo que pode encontrar “a pessoa dos teus sonhos” em qualquer local, portanto use o bom senso. Observe os critérios que você utiliza para escolher. Procure ordenar esses critérios por ordem de importância, o que realmente importa num relacionamento, que sem ele não vale a pena seguir adiante. E se você não está encontrando essa pessoa, veja se é possível que ela frequenta os mesmos locais que você, caso contrário veja onde e passe a frequentar.

23 de maio de 2016

Case constantemente com a mesma pessoa

 Case constantemente com a mesma pessoa
Chega um dia em que o casal não quer mais se afastar. Percebe que o amor que os une faz surgir um desejo de construir algo mais do que o namoro oferece, querem compartilhar suas vidas num novo lar. Chega o momento que pensam constantemente em casar, uma decisão séria que implica a vida de várias pessoas no entorno do casal, além deles obviamente. Esse sentimento é vivido como para sempre, por isso que o casal troca as alianças, pois tem o intuito de juntos construir uma família, um lar e enfrentar as adversidades do mundo em conjunto. Percebem o quanto pode contar com o outro e vivem forte sentimento de complementariedade e união.

16 de maio de 2016

Porque a Rosa brigou com o Cravo?

 Porque a Rosa brigou com o Cravo?

A Rosa perguntou para o Cravo – “o que te incomoda tanto?” e o cravo respondeu – “as tuas críticas sobre mim.” – “Você queria conhecer a verdade” retrucou a Rosa e continuou, “ela vai te fazer crescer, mas antes vais sentir dor e sofrimento, pois existe duas formas de aprender: pensando ou sofrendo e você Cravo, adora aprender sofrendo. Após esse período de dor é que será possível haver crescimento. Portanto, enquanto você não tiver amadurecimento para crescer através das experiências alheias e da empatia, condição de se colocar na posição do outro, e perceber o mal ou bem que pode causar, é importante ter paciência para refletir sobre as dores causadas por suas insensatas ações.”

9 de maio de 2016

O outro nunca vem sozinho

 O outro nunca vem sozinho
Hoje pela manhã li a seguinte frase “muitos aprendem a beijar a pele, mas poucos são os que sabem beijar a alma”. Não é por acaso o quanto escuto que as pessoas estão cada vez menos se comprometendo nos relacionamentos, reclamam da solidão, mas não se preocupam em construir, querem o outro da forma como idealizam. O simples contato de sonhos individuais, por mais atração e satisfação física que exista, não produz um casal. É necessário enxergar com os olhos do outro, entender suas necessidades, seus desejos, para com sinceridade compartilhar e satisfazer.

2 de maio de 2016

Mãe, quando te vi...

 Mãe, quando te vi
Tenho dois meses de idade, não sei direito o que acontece ao meu redor, ainda me assusto facilmente, mas identifico uma mulher que me toca e passa um afeto muito grande. Não entendo o que diz, mas ela fala muito comigo. Percebo que ela está cansada, pois embora eu durma a maior parte do dia, acordo de hora em hora chorando e deixando a impressão de que não durmo.

Estou com cinco meses de vida e geralmente acordo exigindo atenção, ou espero ela me arrumar para molhar a roupa que ela cuidadosamente me vestiu. Mesmo assim ela é atenciosa e dela exala um amor muito grande, com ela me sinto seguro. Nos seus braços aprendi o que é aconchego.

18 de abril de 2016

Drogas e suicídio

 Drogas e Suicídio
Jovem com roupas da moda, fisionomia atraente, bem relacionado, levanta-se da poltrona, encaminha-se para sacada do oitavo andar e mantém olhar fixo no horizonte. As linhas de expressão do seu rosto estavam caídas e seus olhos viam, mas não enxergavam. Sua consciência estava focada nas imagens produzidas a partir da ingestão de “doce” (denominação dada ao LSD – droga alucinógena). As demais pessoas da festa não percebem nada de errado, e ele começa a sorrir ao ver um caminho luminoso a sua frente. Muito mais atraente do que acontece ao seu redor, sente-se atraído para se encaminhar até a música e as pessoas que se encontravam no final das luzes. Com calma, subiu numa cadeira deixada junto a mureta da sacada, posicionou o primeiro pé na mureta, colocou o segundo pé e deu um passo à frente. Foi nesse momento que sentiu um forte puxão no seu braço dado por um dos seus amigos, caiu no chão da sacada, machucou as costas e berrou enfurecido com quem o olhava. No outro dia, sóbrio relatou que em nenhum momento pensou em se matar, apenas iria andar pelo lindo caminho luminoso que enxergava, embora a lei da gravidade não leve isso em consideração.

11 de abril de 2016

Decepção amorosa e suicídio

 Decepção amorosa e suicídio - Flavio Melo Ribeiro
Essa é uma estória de ficção, mas baseada em diversos relatos de clientes. Se passa num shopping, cinco horas da tarde de uma sexta-feira, começa o movimento na praça de alimentação. E lá está uma jovem de 19 anos, pensativa e arrasada pelo término do seu namoro. Era a terceira vez que acontecia em menos de dois meses. Dessa vez o namorado despejou toda a culpa das desavenças em cima dela. Apontou o quanto ela era mimada, egocêntrica e exigia demais dele, e o fez com cruel frieza. Virou as costas e a deixou só no meio de uma multidão que não vê ninguém, apenas vitrine e seus próprio interesses.

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