21 de dezembro de 2015

Não quero mais.

Não quero mais
Tem pessoas honestas que conseguem dizer “não quero mais, percebo que estou lhe fazendo sofrer com a minha indiferença e estou sofrendo porque esse relacionamento não está me gratificando”. É ruim para quem escuta, pois logo pensa: “Como não gosta mais de mim? Deixou de gostar ou nunca gostou?” Há pessoas que levam dias, meses, anos para assimilar tal perda. Nesse caso o tempo é amigo, cura as dores e seca as chagas que a indiferença deixou na sua alma. Um dia entende que o outro foi leal, honesto e o libertou de um relacionamento que não beneficiaria nenhum dos dois. Para entender melhor, leia Superando Rompimentos Amorosos.

11 de dezembro de 2015

Afinidades no Amor

Afinidades no Amor - Flávio Melo Ribeiro
    A base do amor não é construída por diferenças ou oposições, mas por afinidades. Porém, as afinidades não garantem um amor forte ou duradouro, mas facilitam que as pessoas se conheçam, se identifiquem e sintam vontade de se encontrar novamente. Mesmo as diferenças e oposições que existam entre o casal servem para gerar mudança e constituir uma afinidade. Esta pode ser ilusória, situada apenas na expectativa de que o outro, ou o mundo, mude para constituir o desejo de um amor verdadeiro. Mas o amor vai além das afinidades, é um estado emocional que ao se constituir não é mais controlado pela pessoa. Ela apenas o vive, bem ou mal; sendo correspondido ou repelido. Da mesma forma, quando o amor se desfaz, não há reflexão baseada na razão que o faça voltar. Por isso o ditado, “quando a mulher cansa não é mais reconquistada”, mas não é uma questão de gênero, também é válido para o homem.

4 de dezembro de 2015

Viva com energia e entusiasmo


 Vivaa com energia e entusiasmo

Em muitos artigos que publico sobre depressão e relacionamento amoroso, apresento o problema, o drama vivido. Nesse artigo vou abordar o inverso, a necessidade de focar a vida pela positividade. Nesses anos como profissional, tenho visto que os pacientes que apresentam ponto de vista otimista tendem a superar com mais facilidade seus problemas emocionais. Parece óbvio, mas, quando se trata de pessoas depressivas, isso é extremamente difícil.

27 de novembro de 2015

A dieta prometida.

 A dieta prometidaOs últimos anos foram marcados pela preocupação com a saúde do corpo. Para tanto, aumentou a oferta de alimentos naturais e funcionais, foram criados diversos programas de atividades físicas, surgiu uma variedade de dietas. As indústrias de cosméticos e moda criaram produtos voltados à saúde do corpo, mas também ditam um padrão de beleza que contrasta com o sobrepeso do corpo tão comum atualmente. A racionalidade de um corpo “belo, magro e saudável” leva muitas pessoas à insatisfação com seu próprio corpo e gera ansiedade em busca de um julgamento positivo por parte das outras pessoas. Por mais campanhas que apontam que a pessoa deve sentir-se bem com o corpo que tem, a frustação de não ter um corpo dentro dos padrões ditados pela mídia faz optar por dietas que, em sua maioria, não são levadas ao fim. Mesmo as pessoas que precisam fazer um controle alimentar por algum problema de saúde burlam a dieta. Mas por que a promessa de emagrecer perde rapidamente seu poder de convencimento?

20 de novembro de 2015

Namoro: continuar ou terminar?

Sentimentos que atrapalham na hora da escolha - Flávio Melo Ribeiro
Terapia de casal é vista de forma geral como um processo psicoterapêutico para “ajeitar” o namoro ou o casamento. Mas há relações em que o “ciclo de vida” já expirou: às vezes por atos extremos que inviabilizaram a convivência, ou por perda da confiança, ou mesmo por mudança da direção dos projetos dos cônjuges e, nesses casos, cabe trabalhar a possibilidade do término além das possibilidades de união.

13 de novembro de 2015

Superando uma depressão profunda

Flávio Melo Ribeiro - Superando uma depressão profunda
Por muitos anos atendi pacientes com depressão. Em alguns casos, a pessoa tinha a personalidade depressiva, desde nova se percebia para baixo, não acreditava em si. Também é comum apresentar uma séria de enfermidades no decorrer da sua vida. Em outros casos, a pessoa que apresentava bom humor entrou em depressão em função de um acontecimento traumático. Esse artigo é voltado para esses pacientes. 

6 de novembro de 2015

Portal da Esperança

 
Portal da Esperança - Flavio Melo Ribeiro
Nesses anos em que trabalhei com pacientes depressivos, constatei a dificuldade que eles têm de fazer qualquer atividade, preferindo ficar na cama, num quarto fechado, escolhendo a penumbra. Falta vontade, deixando apenas o tempo escoar pela sua vida. É sabido pela ciência psicológica que o mais significativo na depressão é a falta de futuro por parte da pessoa. E sem futuro não há vontade. Mas não basta explicar ao paciente os sintomas da depressão e o que está acontecendo com ele. Claro que isso é feito e é importante, mas não é suficiente para tirá-lo da sua inércia. É necessário ultrapassar o Portal da Esperança.

30 de outubro de 2015

Recomeçar

Chega um dia que a pessoa descobre que está na hora de recomeçar sua vida amorosa, interrompida por algum motivo, seja por vontade própria, pelo outro, por morte do cônjuge ou por circunstâncias da vida. Não importando o motivo, a pessoa sofreu uma perda e cada pessoa lida de uma forma. Por carência, algumas voltam logo a se relacionar. Outras por maturidade procuram curtira si mesmo antes de voltar a ficar. O medo também entra como ingrediente, medo de não ser mais amada, de voltar a sofrer, de não saber escolher pessoas que lhe realizem. O que mais escuto no consultório é antecipar que vai ser chato conhecer outra pessoa, saber quem é, seus gostos, coisas boas e ruins, e também se mostrar ao outro. Mas esquecem que, quando se apaixonam, novamente tudo parece ser maravilhoso, tanto conhecer, como se mostrar.

23 de outubro de 2015

Saber escolher

Saber escolher - Flávio Melo Ribeiro
Em alguns períodos, preferimos ficar sozinhos, curtindo a nós mesmos e aproveitando novas atividades. No fundo, sempre somos nossas próprias companhias. Assim, é melhor gostar de si. Porém, em outros períodos, a convivência com outro é essencial. Então vem o questionamento: existe uma pessoa certa? Quem nunca escolheu uma pessoa “errada” e sofreu com as consequências?

16 de outubro de 2015

A Depressão e o Namoro

A depressão é um dos estados emocionais que vem aumentando em número e em gravidade na população mundial. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 2020 e 2030, a depressão será a doença mais comum do mundo. Atualmente ela atinge mais de 121 milhões de pessoas. É um problema que afeta todas as relações da pessoa, porém esse artigo tratará da relação do depressivo com quem este namora, identificando de que maneira afeta negativamente o dia-a-dia do casal e possíveis alternativas para contornar e superar problemas causados por atitudes inadequadas. O termo “namoro” utilizado nesse texto corresponde a todas as formas de relacionamento amoroso.

9 de outubro de 2015

Em busca da liberdade no relacionamento a dois

Aqui será abordada a liberdade de querer escolher o outro para namorar, de sentir-se livre vivendo junto a companhia do outro. Usualmente fala-se em liberdade quando se está sozinho, ou quando há espaço na relação para sair só e poder ficar com outras pessoas. Em contrapartida, é apontado que namorar é o fim do jogo, a prisão, a perda da liberdade. Mas é comum esse tipo de pensamento vir de pessoas imaturas para se conviver num projeto a dois. 

Profissionalmente, me deparei com diversos pacientes que apresentavam dificuldade em relacionar-se por um longo período de tempo sem sentir-se incomodado com a falta de liberdade.Questionavam o que estavam fazendo naquela relação, por que se incomodavam com a presença do outro. Mas ao mesmo tempo se envolviam, sentiam-se atraídas e viviam a sexualidade com plenitude. Essas contradições as confundiam. Gosto ou não gosto do outro? Vale a pena ficar ou não? E imediatamente colocavam em lados opostos da balança a continuação da relação e a escolha da liberdade.

2 de outubro de 2015

Término por Mensagem

Este é o último artigo da série Relacionamento Amoroso On-line. Os demais você encontra no blog viveratividadesempsicologia.blogspot.com. Já vimos como o relacionamento amoroso iniciou, se desenvolveu, entrou em crise e superou, mas às vezes o ciclo finda e ocorre o rompimento. Este artigo aborda o término realizado por mensagem, seus lados negativo e positivo.

Término por Mensagem Psicólogo Flávio Melo RibeiroO bom senso precisa prevalecer na escolha da maneira de terminar um relacionamento amoroso, pois está em jogo a sua libertação do sentimento que os unia e poder abrir-se a novas oportunidades. Caso o término gere raiva, você ficará preso ao outro, pois quando se tem raiva é de algo ou alguém, então, em vez de se libertar, vai se enredar ao outro. Mesmo as pessoas que tomaram a iniciativa de terminar ficam presas aos outros. E isso é mais comum do que parece.

25 de setembro de 2015

Perdoe e se liberte

Perdoe e se liberte Psicólogo Flávio de Melo
Desde o início das minhas atividades profissionais, me deparei com pacientes que confundiam o que é perdão. Entendiam que perdoar é esquecer o mal que lhe fizeram e trazer o malfeitor para próximo delas, mesmo sabendo do risco de recorrência. Em primeiro lugar, ninguém se esquece da sua vida, principalmente de fatos importantes que incomodam a ponto de sentirem raiva ou de pensar em perdoar (a não ser por doenças neurológicas). Em segundo lugar, entender o que aconteceu não exige manter as pessoas e ambientes como estavam dispostos antes – muito pelo contrário –, mas aponta necessidade de mudanças e nova configuração na rede de relacionamento.

Perdoar é libertar-se. Essa definição encontra-se escrita há milhares de anos. Perdoar é fazer com que o passado, que não é esquecido, possa ser ressignificado a ponto de não mais incomodar. Cabe perdoar tudo aquilo que nos aconteceu no passado e nos atrapalha ainda hoje. Vamos entender melhor isso.

18 de setembro de 2015

Solucionando a crise motivada pelas redes sociais


Solucionando a crise motivada pelas redes sociais Psicólogo Flávio de MeloNo texto anterior, “Traição on-line”, foram expostos diversos tipos de traições possíveis nas redes sociais, que geram crises no relacionamento amoroso. Mesmo que algumas dessas traições fiquem apenas no âmbito virtual, os atos são suficientes para quebrar o acordo implicitamente estabelecido entre o casal sem contrato, mas vivido como algo que os une. A base que definirá a administração do conflito será o conjunto dos valores de cada um dos envolvidos, principalmente daquele que se sentiu traído. Se for algo inaceitável em sua opinião, o término da relação é inevitável. Mas se achar possível administrar as consequências do ocorrido, o equilíbrio emocional será fundamental para conduzir as negociações.

11 de setembro de 2015

Traição On-line

Traição On-line Psicólogo Flávio de Melo
O mundo digital diversificou e ampliou a traição. Até pouco tempo atrás, trair amorosamente era um dos parceiros se relacionar com um terceiro, sem consentimento. Poderia ser um beijo, uma relação sexual, ou mesmo namorar esse outro. As redes sociais possibilitam muito mais do que isso, encurtam distância e aproximam intimidades. Hoje as pessoas curtem fotos, frases e momentos de amigos, ex-ficantes, ex-namorados e outros ex. Enviam mensagens privadas, mantêm conversas com conhecidos, amigos e com outros interessados, sem seu parceiro saber. Além de conversar, podem enviar fotos insinuantes, fotos íntimas, fazer declarações que geram esperanças de possíveis encontros íntimos. Mas quando descobertos dizem que não foi nada, pois não se encontraram pessoalmente, não trocaram beijos nem tiveram relações sexuais, portanto, não constituíram traição. Mas o que é traição digital?

4 de setembro de 2015

Desenvolvimento do Namoro com Ajuda Digital


Desenvolvimento do Namoro com Ajuda Digital Psicólogo Flávio de MeloApós a fase preliminar de se conhecer por meio das Redes Sociais, como publicado na última semana (Início de Relacionamento na Era das Redes Sociais), inicia-se a fase do namoro propriamente dito, e as comunicações digitais ajudam - e muito. A era digital facilitou a comunicação entre os namorados e disponibilizou uma gama de figuras, frases, símbolos, signos, etc., substituindo em muitos aspectos a comunicação oral e escrita. O tímido se expôs muito mais, enquanto o extrovertido pôde exercer a criatividade e se divertir. Tudo isso facilita o desenvolvimento do namoro. Os namoros se iniciam pelas afinidades, pela atração, ou mesmo por uma paixão. Mas, para que possa se fortalecer e criar o desejo de continuarem a se ver, criando uma atração mútua, precisa ser cultivado.

28 de agosto de 2015

Início de Relacionamento na Era das Redes Sociais

Início de Relacionamento na Era das Redes Sociais Psicólogo Flávio de MeloOs últimos anos foram marcados por mudanças significativas nos comportamentos humanos voltados para o relacionamento amoroso e as redes sociais tiveram um papel preponderante nesse aspecto. A ampliação de possibilidades de novos relacionamentos teve um crescimento exponencial, bem como os dissabores. Desenvolverei cinco artigos sobre o tema: início de relacionamento na era das redes sociais; desenvolvimento do namoro com ajuda digital; traição on-line; solucionando a crise motivada pelas redes sociais; término por mensagem. Esse conjunto de texto estará no blog Viver - Atividades em Psicologia.

21 de agosto de 2015

O Caçador e o Romântico


O Caçador e o Romântico Psicólogo Flávio de MeloNeste texto será exposto o encontro entre um casal em que um deles tem características de caçador ativo, que vai atrás, se impõe, procura ocupar o máximo de espaço da relação, e o outro, romântico, calmo, deixando o outro ocupar os espaço em muitas das situações, porém ativo nas ações românticas. As características independem do sexo. São vinculadas à personalidade. Esse conflito é mais comum nas relações amorosas do que se imagina e engana-se quem pensa que já sabe o desfecho.

14 de agosto de 2015

O Carente e o "eu te amo"

O Carente e o eu te amo Psicólogo Flávio de MeloO que mais caracteriza a pessoa carente é a falta que sente de um amor, uma atenção, um carinho. De querer saber que pode ser amada quando, na maioria das vezes, se sente insegura quanto à conquista e à manutenção de uma relação, mesmo sentindo que é merecedora de um bom relacionamento amoroso. Essa mistura gera uma esperança ingênua. Não está mais atrás de um príncipe ou de uma princesa encantada, mas de alguém que supra essas faltas.

O problema é a ansiedade de que isso ocorra logo e a falta de cuidado em conhecer a outra pessoa. Quando se percebe que aquela pessoa não se enquadra nas esperanças já criadas, o carente entende que as esperanças estão equivocadas, tentando recriá-las para que se encaixem na personalidade do outro. Com essa atitude, torna-se alvo fácil de quem quer apenas se aproveitar da situação. Um “oi” direcionado a um carente tem seu significado amplificado, já o enche de esperança. Imaginem o estrago que não faz um “eu te amo!”. É quase a assinatura da escritura do seu coração.

7 de agosto de 2015

Dar uma chance


Dar uma chance Psicólogo Flávio de MeloÉ bem comum ao casal de amantes depois de iniciar uma reconciliação dizer que vão dar uma chance ao outro, mas muitas vezes não sabem como fazer e acabam criando barreiras e por vezes impossibilitando o amor. Naturalmente se estão se reconciliando é porque já houve motivos para um término e os mesmos ficam como fantasmas nessa nova etapa. Chegam a tomar mais tempo e espaços nos pensamentos em relação ao outro do que realmente o outro como pessoa real ao seu lado. Em vez de criar um ambiente de chance, cria-se um ambiente de desconfiança e por vezes trás os episódios do passado para o meio da relação contaminando a aproximação.

31 de julho de 2015

Questionamentos no Amor

Questionamentos no Amor Psicólogo Flávio de MeloNas idas e vindas do mundo encontramos pessoas que nos chamam atenção, algumas nos fazem parar e nos atemos a conhecê-las, outras nos dispomos a abrir nossa vida para que nos conheçam. Mas a maioria fica por ai. Umas poucas nos fazem investir e nos permitimos abrir nosso coração, com isso achamos que estamos bem. Mas por vezes aparecem outras pessoas que mexem a ponto de nos questionarmos se queremos manter o que já conquistamos. Será que não seriamos mais felizes noutra relação? Será que não seriamos mais felizes sozinho? Será que realmente quero dividir minha vida com outra pessoa? Será que meu momento não é simplesmente voar, mesmo sabendo que não tenho ninho para pousar? Será que a conquista, não é o que me motiva e por isso sou atraído por novos relacionamentos? Será que a mesmice de uma relação já conquistada não me enjoa e me afasta? Afinal o que eu quero? O que me move. Como conciliar minha liberdade com uma relação que não me prende, mas me limita? Como ser livre escolhendo uma companhia? Quantos questionamentos? Quantas respostas diferentes?

24 de julho de 2015

De balada em balada até encontrar um amor

De balada em balada até encontrar um amor Psicólogo Flávio de MeloHoje em dia muitas homens e mulheres tem optados por não viverem uma relação amorosa estável, preferindo ficar sozinhos, mas não solitários. Uns evitam qualquer relacionamento, mas a maioria sai a caça nas festas e baladas ou mesmo montam uma rede de parceiros para encontros e sexo casuais. Isto reflete duas posições opostas, por um lado pessoas seguras que optaram por determinado período da vida em função de outros projetos não investirem tempo e energia num relacionamento duradouro que implica viver os bônus e administrar os ônus desse empreendimento. E por outro, pessoas inseguras que tem medo de se perderem numa relação amorosa que implica compromisso.

17 de julho de 2015

Casamento de Duas Famílias

Casamento de duas Famílias Psicólogo Flávio de MeloNo decorrer da minha vida profissional atendi muitos casais ou mesmo pacientes que apontavam problemas na sua vida amorosa e ao aprofundar, o que foi verificado é que não houve um casamento entre eles, mas duas culturas das suas respectivas famílias e o quanto as divergências oriundas de ambas se atritam numa relação a dois sem projeto comum. O que deveria ser comum entre um casal prestes a se casar é a questão: se vamos viver juntos sem prazo para encerrar, o que queremos para nossa vida amorosa independente da nossa educação e origem familiar? Fazer isso é um ato de coragem, pois colocam em xeque suas origens e valores. Precisam se olhar nu e cruamente suas origens, gostos e desejos; identificar suas afinidades, seu jeito de ser, eleger valores que lhe são irrefutáveis e que precisarão ser negociados se houver divergências. Precisaram enfrentar seus familiares quando abrem mão de costumes que eram significativos nas suas famílias de origem. Mas não é isso que se vê.

14 de julho de 2015

Saudade


Saudade Psicólogo Flávio de MeloNuma das oportunidades em que coordenei grupos com depressivos, foi eleito o tema perdas de pessoas queridas. Alguns citaram falecimento de mães e o quanto sentiam sua falta mesmo sendo adultos; outros citaram a perda de cônjuge e quanto sentiam-se solitários na nova jornada da vida e por fim algumas das mulheres que faziam parte do grupo citaram falecimento dos seus filhos e o quanto elas sentiam-se revoltadas por esse acontecimento. Algumas sentiam-se culpadas, mesmo quando a realidade mostrava que em nada poderiam evitar a terrível morte. Nesse trabalho que consistia em compreender suas perdas e buscar apoio no próprio grupo para formar uma base que possibilitasse a saída da depressão, os participantes se emocionaram com esse tema e expressaram saudade dos entes que partiram. Foi tão emocionante que ficou por muito anos presente em minhas lembranças. Agora procuro expressar em palavras o que eles citaram o que viviam nesse dia.

10 de julho de 2015

Como agir quando o outro pede um tempo na relação?

Como agir quando o outro pede um tempo na relação Psicólogo Flávio de MeloEm determinado momento de um relacionamento é possível que um dos dois, por algum motivo, não sinta-se confortável e resolve se isolar para pensar. Às vezes é um prelúdio do término, mas em outras situações é apenas para resolver outros problemas que não o da relação, mas por não saber resolver de forma equilibrada, prefere se recolher, colocar a cabeça no lugar para voltar. Mas nem sempre isso é bem compreendido.

3 de julho de 2015

Encontros e Despedidas


Encontros e Despedidas Psicólogo Flávio de MeloO amor inevitavelmente é constituído de encontros e despedidas e, na maior parte, não sabemos quando encontramos e nos despedimos. Quanto à despedida, até pode ser uma escolha unilateral. O encontro necessita da escolha mútua. Escuto que a despedida é uma vivência muito difícil, mas na realidade ela é apenas mais dolorida, pois se pensarmos melhor o encontro é muito, mas muito mais difícil de ocorrer. Iniciar um relacionamento implica uma grande somatória de pequenos “encontros”, sem contar com os inúmeros encontros com “outros” que podem afastá-los. Um relacionamento se inicia com algum tipo de atração, geralmente física ou comportamental. O problema é que ela precisa ser mútua. As diferenças e afinidades precisam se complementar e transformar o outro numa pessoa especial que se destaque de todas as outras. Uma vez constituído o amor, ele vai se manter pelo respeito. Não interessa a idade nem a intensidade das carícias e seus desdobramentos, o respeito que é a “cola” do amor, mas é a paixão, a atração, o desejo, o toque, que dão o tempero do amor.

29 de junho de 2015

Penumbra

Penumbra Psicólogo Flávio de Melo
Anos atrás recebi um telefonema de um senhor bastante aflito com o estado da sua esposa, que se encontrava depressiva. Relatou que ela estava trancada num quarto escuro fazia três dias, que não tomava banho, não mantinha mais contato com os filhos e estava comendo pouco. Agendei uma consulta o mais breve possível. No dia marcado, fui até a recepção e encontrei a referida paciente sozinha. Quando questionei quem a trouxe, disse que foi seu marido, mas que ele não pode ficar. Aos prantos, entrou na consulta e relatou sua situação com dificuldade. Um ponto que vou trazer é seu isolamento na penumbra, algo muito comum entre os depressivos. A preferência por ambientes escuros e silenciosos. Quase uma representação do seu corpo: menor vitalidade, sente-se frio e sem força (Veja o texto Aspectos Gerais da Depressão).

22 de junho de 2015

Mentiras no Amor

Mentiras no Amor Psicólogo Flávio de MeloEsse tema tem sido bastante recorrente nas psicoterapias em que problemas no relacionamento amoroso é abordado. Todos vivem o cotidiano rodeado pelos outros e cada um tem seu lugar nesse processo de relação: uns são admirados, outros evitados; uns são amigos, outros colegas; uns poucos estão para atrapalhar, outros para contribuir. Mas geralmente, apenas uma pessoa é escolhida para ser amada. É quando vive-se paixões intensas, em que o outro não é apenas a razão do presente, mas a felicidade do futuro. Compartilham pequenas coisas, como passear de mãos dadas, assistir a filmes, ir à praia, carinho e carícias, ou mesmo compartilham decisões, apoiam-se mutuamente. Também constroem patrimônio e, por vezes, família. É nessa relação que com o tempo se esculpe a confiança e a possibilidade de contar com o outro nas felicidades e adversidades da vida. Um caminho que inicia no ficar, passando pelo namoro e casamento.

15 de junho de 2015

Aspectos Gerais da Depressão

Aspectos Gerais da Depressão Psicólogo Flávio de MeloA depressão é um dos problemas psicológicos mais comuns nos dias de hoje. Ela vem sendo vivida por uma parcela bastante significativa da população, com implicação seríssimas de relacionamento e solidão. Tecnicamente pode-se entender a depressão em duas vertentes: as pessoas ditas depressivas, que se caracterizam por se fazerem de vítimas e com forte tendência de se desvalorizarem, ou seja, ser depressiva é o seu modo de vida; e as pessoas que vivem temporariamente a depressão. Estas, geralmente, proveniente de alguma perda significativa, que pode, por exemplo, ser material ou uma grande decepção.

9 de junho de 2015

O Depressivo e o Cuidador


O Depressivo e o Cuidador Psicólogo Flávio de MeloÉ muito comum o depressivo ter um cuidador e geralmente este não é um profissional da área, mas um familiar próximo. Muitas pesquisas tratam da depressão, mas pouco se estuda sobre as pessoas que estão ao seu lado, as que cuidam dos afazeres do depressivo quando este não consegue realizá-las. Pouco se fala do sofrimento do cuidador, do quanto este precisa apresentar resiliência para lidar e ajudar o depressivo. Muito comum escutar, nos atendimentos aos depressivos, que eles próprios não se aguentam, que se reconhecem chatos (Veja o texto Falta de Vontade e Depressão). Imagina para o cuidador, que precisar lidar com uma pessoa assim. Não é fácil cuidar de alguém que não apresenta vontade, motivação e que desistiu de muitas coisas essenciais da vida.

5 de junho de 2015

Amar é ficar

Amar é ficar Psicólogo Flávio de MeloA pessoa que ama insiste em ficar. Isso é certo. Não é qualquer desavença nem algo grave que faz a pessoa se afastar. É claro que um entrave sério abala a relação, mas o amor faz a pessoa ponderar e o amadurecimento a faz tomar o lugar do outro antes de uma tomada radical de posição, como um término de relacionamento. Quando há amor e, após uma desavença, ocorre o rompimento, é porque este não foi o primeiro, mas um a mais na lista dos perdoados. Foi na realidade o limite da compreensão e aceitação dos “erros” do outro. Ou quando já houve inúmeros avisos de que não aceitaria determinada ação e o outro fez o inaceitável (Veja o texto Término e Reconquista).

2 de junho de 2015

Tristeza

Tristeza Psicólogo Flávio de MeloA tristeza é uma emoção, uma das maneiras de a pessoa se relacionar com o mundo. Quando a vida não se apresenta da forma como queremos ou não sabemos atuar para enfrentar um obstáculo ou representar algo muito bom que nos aconteceu nos relacionamos através da emoção. Como não podemos mudar o mundo a nosso bel prazer, nos alteramos para modificar nossa relação com o mundo. Na emoção há uma modificação na estrutura corpo/consciência. Não há emoção sem uma modificação no nosso corpo, vivemos integralmente e mudamos a forma como nos relacionamos com os outros, com as coisas, com o mundo em geral. Existe diversos tipos de tristeza e graus de como ela é vivida.

29 de maio de 2015

Pessoa Interessante

Pessoa Interessante Psicólogo Flávio de MeloUma característica interessante do ser humano é apresentar desejos, tanto de ser determinada pessoa, de fazer algo ou de ter algumas coisas. Esse desejos servem de parâmetros para definirmos a qualidade do que fazemos, se estamos abaixo ou acima do que esperamos de nós mesmos. Através desses desejos e das nossas ações montamos o que se denomina horizonte de possibilidades. É nesse espaço que nos movemos cotidianamente. E algo importante acontece quando conseguimos alcançar o que desejamos: nos sentimos realizados, satisfeitos. Dessa forma procuramos nos aproximar de pessoas e objetos que nos ajudam a alcançar esses desejos e tendemos a nos afastar de quem nos atrapalha nesse processo.

25 de maio de 2015

Sintomas da Depressão

Sintomas da Depressão Psicólogo Flávio de MeloDe acordo com o Código Internacional de Doença CID10, a depressão apresenta os seguintes sintomas: rebaixamento do humor; redução de energia e diminuição da atividade; alteração da capacidade de experimentar o prazer; perda de interesse; diminuição da capacidade de concentração; fadiga acentuada;

22 de maio de 2015

Término e Reconquista

Término e Reconquista Psicólogo Flávio de MeloReconquistar é mais difícil do que iniciar um novo relacionamento amoroso. Atendendo por anos esse tipo de situação, pude identificar dois fatores bem comuns. Um deles é o fato de já se conhecerem e isto gerar expectativas negativas. O mínimo que se faça pode gerar no outro o pensamento: “vai começar tudo de novo”, referindo-se às “coisas ruins” que minaram o relacionamento, criando desânimo e desconfiança no sucesso da reconciliação.

18 de maio de 2015

Falta de Vontade e Depressão

Falta de Vontade e Depressão Psicólogo Flávio de MeloÉ muito comum os meus pacientes depressivos reclamarem da falta de vontade para tudo. E mais comum ainda relatarem o quanto são orientados pelos parentes e amigos a terem vontade para fazer as atividades. Entendo a boa vontade nesses conselhos, mas são totalmente ineficazes. Quem convive com alguém depressivo entende muito bem o que estou dizendo. E por que não dá resultado? Porque o que mais caracteriza a depressão é a falta de futuro! Na depressão profunda o depressivo não vê futuro e, consequentemente, nada na sua vida tem sentido. Portanto, sem futuro, não há vontade.

15 de maio de 2015

Seja feliz

Seja Feliz Psicólogo Flávio Melo RibeiroNuma entrevista, me perguntaram se poderia dar alguma dica para facilitar os relacionamentos amorosos. Respondi: “Procure fazer o outro feliz, pois dessa forma você terá 50% de chance de também ser feliz, visto que é mais fácil estar bem ao lado de alguém feliz”. Por anos acreditei e preguei isso, mas depois descobri que não é possível fazer o outro feliz, é a própria pessoa que precisa ficar bem. Podemos no máximo proporcionar um ambiente agradável, comportamentos adequados e apoio ao outro. Podemos nos colocar como meio de o outro realizar determinados desejos, mas não produzir a emoção no outro, é a própria pessoa que precisa vivê-la.

11 de maio de 2015

Duas perguntas que mudaram uma vida

Duas perguntas que mudaram uma vida Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
Sou Psicólogo e gostaria de relatar uma experiência. Numa sexta-feira próxima ao natal recebo um telefonema de uma mãe aflita por escutar de seu filho depressivo o desejo de tirar sua própria vida. Ele era meu paciente a pouco tempo e eu já estava a par dessa ideação suicida. No final da mesma tarde recebo o meu paciente e os familiares. Solicito que apenas o paciente entre na sala, sabia o quanto os demais queriam entrar para ajudar, mas tinha consciência da importância de ouvir do meu paciente o que estava ocorrendo. Após escutar seu relato e avaliar o risco dele tirar sua vida, sabia que não tinha muito tempo para intervir e alterar essa situação, foi quando lhe fiz duas perguntas que mudaram o rumo dos seus pensamentos. 

4 de maio de 2015

No Jardim das Borboletas

No Jardim das Borboletas Psicólogo Flávio Melo RibeiroNa minha vida profissional é comum me deparar com diversos textos e teoria sobre relacionamento amoroso. Um deles me chamou muito atenção e o trabalhei com muitos pacientes. Eram as duas possibilidades básicas de se caçar borboletas, uma é se armar de uma rede presa a uma haste entrar no bosque e começar a caçar e prender as borboletas. A outra é pegar um terreno, limpar, plantar grama, árvores e arbustos de flores. Cuida-lo com esmero e quando o jardim florescer as borboletas virão por espontaneidade, ficarão livres, mas com desejo de permanecer. Esta segunda forma é a mais adequada e a mais rápida de se buscar um novo relacionamento.

28 de abril de 2015

Adversidades no relacionamento amoroso

Adversidades no relacionamento amoroso Psicólogo Flávio Melo Ribeiro'É comum as pessoas reclamarem sobre seu relacionamento amoroso sem se dar conta que as adversidades que se depara estão diretamente ligadas ao projeto amoroso que ela própria elege. Quanto mais elaborado e mais exigente é seu projeto amoroso, maior será as adversidades que encontrará para se relacionar. Além disso, é comum, a personalidade apresentar contradição entre o que deseja realizar no seu projeto amoroso com seus valores morais.

14 de abril de 2015

Gostar de si para gostar do outro

Gostar de si para gostar do outro, esta é uma regra básica nos relacionamentos amorosos. Gostar de si significa a pessoa conseguir se olhar a distância de si e se ver como um indivíduo no mundo, vivendo situações, se relacionando com os outros e por fim: aprovar o que viu. Ao fazer isso a pessoa desenvolve amadurecimento e combate a carência. Importante para não exigir que o outro supra sua carência, algo que nunca será possível, pois não interessa o que o outro faça, diante de um carente toda ação não será suficiente.
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