29 de junho de 2015

Penumbra

Penumbra Psicólogo Flávio de Melo
Anos atrás recebi um telefonema de um senhor bastante aflito com o estado da sua esposa, que se encontrava depressiva. Relatou que ela estava trancada num quarto escuro fazia três dias, que não tomava banho, não mantinha mais contato com os filhos e estava comendo pouco. Agendei uma consulta o mais breve possível. No dia marcado, fui até a recepção e encontrei a referida paciente sozinha. Quando questionei quem a trouxe, disse que foi seu marido, mas que ele não pode ficar. Aos prantos, entrou na consulta e relatou sua situação com dificuldade. Um ponto que vou trazer é seu isolamento na penumbra, algo muito comum entre os depressivos. A preferência por ambientes escuros e silenciosos. Quase uma representação do seu corpo: menor vitalidade, sente-se frio e sem força (Veja o texto Aspectos Gerais da Depressão).

22 de junho de 2015

Mentiras no Amor

Mentiras no Amor Psicólogo Flávio de MeloEsse tema tem sido bastante recorrente nas psicoterapias em que problemas no relacionamento amoroso é abordado. Todos vivem o cotidiano rodeado pelos outros e cada um tem seu lugar nesse processo de relação: uns são admirados, outros evitados; uns são amigos, outros colegas; uns poucos estão para atrapalhar, outros para contribuir. Mas geralmente, apenas uma pessoa é escolhida para ser amada. É quando vive-se paixões intensas, em que o outro não é apenas a razão do presente, mas a felicidade do futuro. Compartilham pequenas coisas, como passear de mãos dadas, assistir a filmes, ir à praia, carinho e carícias, ou mesmo compartilham decisões, apoiam-se mutuamente. Também constroem patrimônio e, por vezes, família. É nessa relação que com o tempo se esculpe a confiança e a possibilidade de contar com o outro nas felicidades e adversidades da vida. Um caminho que inicia no ficar, passando pelo namoro e casamento.

15 de junho de 2015

Aspectos Gerais da Depressão

Aspectos Gerais da Depressão Psicólogo Flávio de MeloA depressão é um dos problemas psicológicos mais comuns nos dias de hoje. Ela vem sendo vivida por uma parcela bastante significativa da população, com implicação seríssimas de relacionamento e solidão. Tecnicamente pode-se entender a depressão em duas vertentes: as pessoas ditas depressivas, que se caracterizam por se fazerem de vítimas e com forte tendência de se desvalorizarem, ou seja, ser depressiva é o seu modo de vida; e as pessoas que vivem temporariamente a depressão. Estas, geralmente, proveniente de alguma perda significativa, que pode, por exemplo, ser material ou uma grande decepção.

9 de junho de 2015

O Depressivo e o Cuidador


O Depressivo e o Cuidador Psicólogo Flávio de MeloÉ muito comum o depressivo ter um cuidador e geralmente este não é um profissional da área, mas um familiar próximo. Muitas pesquisas tratam da depressão, mas pouco se estuda sobre as pessoas que estão ao seu lado, as que cuidam dos afazeres do depressivo quando este não consegue realizá-las. Pouco se fala do sofrimento do cuidador, do quanto este precisa apresentar resiliência para lidar e ajudar o depressivo. Muito comum escutar, nos atendimentos aos depressivos, que eles próprios não se aguentam, que se reconhecem chatos (Veja o texto Falta de Vontade e Depressão). Imagina para o cuidador, que precisar lidar com uma pessoa assim. Não é fácil cuidar de alguém que não apresenta vontade, motivação e que desistiu de muitas coisas essenciais da vida.

5 de junho de 2015

Amar é ficar

Amar é ficar Psicólogo Flávio de MeloA pessoa que ama insiste em ficar. Isso é certo. Não é qualquer desavença nem algo grave que faz a pessoa se afastar. É claro que um entrave sério abala a relação, mas o amor faz a pessoa ponderar e o amadurecimento a faz tomar o lugar do outro antes de uma tomada radical de posição, como um término de relacionamento. Quando há amor e, após uma desavença, ocorre o rompimento, é porque este não foi o primeiro, mas um a mais na lista dos perdoados. Foi na realidade o limite da compreensão e aceitação dos “erros” do outro. Ou quando já houve inúmeros avisos de que não aceitaria determinada ação e o outro fez o inaceitável (Veja o texto Término e Reconquista).

2 de junho de 2015

Tristeza

Tristeza Psicólogo Flávio de MeloA tristeza é uma emoção, uma das maneiras de a pessoa se relacionar com o mundo. Quando a vida não se apresenta da forma como queremos ou não sabemos atuar para enfrentar um obstáculo ou representar algo muito bom que nos aconteceu nos relacionamos através da emoção. Como não podemos mudar o mundo a nosso bel prazer, nos alteramos para modificar nossa relação com o mundo. Na emoção há uma modificação na estrutura corpo/consciência. Não há emoção sem uma modificação no nosso corpo, vivemos integralmente e mudamos a forma como nos relacionamos com os outros, com as coisas, com o mundo em geral. Existe diversos tipos de tristeza e graus de como ela é vivida.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...