5 de junho de 2015

Amar é ficar

Amar é ficar Psicólogo Flávio de MeloA pessoa que ama insiste em ficar. Isso é certo. Não é qualquer desavença nem algo grave que faz a pessoa se afastar. É claro que um entrave sério abala a relação, mas o amor faz a pessoa ponderar e o amadurecimento a faz tomar o lugar do outro antes de uma tomada radical de posição, como um término de relacionamento. Quando há amor e, após uma desavença, ocorre o rompimento, é porque este não foi o primeiro, mas um a mais na lista dos perdoados. Foi na realidade o limite da compreensão e aceitação dos “erros” do outro. Ou quando já houve inúmeros avisos de que não aceitaria determinada ação e o outro fez o inaceitável (Veja o texto Término e Reconquista).

Quando o rompimento ocorre logo na primeira crise é porque o que havia era um carinho muito grande, uma paixão. Mas não amor. O amor implica um entrelaçamento de projetos, um futuro em comum desejado pelos dois. Um rompimento, mais do que um corte com o passado, é criar um abismo com o futuro. Ocorrerá um sofrimento pelo que não viverão e o quanto as horas de sonhos não valeram. O amor pondera, a experiência leva o futuro em consideração.

Desde que seja possível uma realização dos projetos, respeito à singularidade e carinho: Amar é ficar!



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