9 de junho de 2015

O Depressivo e o Cuidador


O Depressivo e o Cuidador Psicólogo Flávio de MeloÉ muito comum o depressivo ter um cuidador e geralmente este não é um profissional da área, mas um familiar próximo. Muitas pesquisas tratam da depressão, mas pouco se estuda sobre as pessoas que estão ao seu lado, as que cuidam dos afazeres do depressivo quando este não consegue realizá-las. Pouco se fala do sofrimento do cuidador, do quanto este precisa apresentar resiliência para lidar e ajudar o depressivo. Muito comum escutar, nos atendimentos aos depressivos, que eles próprios não se aguentam, que se reconhecem chatos (Veja o texto Falta de Vontade e Depressão). Imagina para o cuidador, que precisar lidar com uma pessoa assim. Não é fácil cuidar de alguém que não apresenta vontade, motivação e que desistiu de muitas coisas essenciais da vida.

Cuidar de uma pessoa saudável, ou com uma doença grave, mas que o paciente seja cooperativo, já é difícil, de muita responsabilidade, cuidar de um depressivo é multiplicar várias vezes essa dificuldade. Um dos maiores esforços é convencê-lo a fazer o que é obvio a todos os demais. E não fazer isso uma única vez, é uma atividade diária. Esse movimento estressa, cansa e dificulta em muito a vida cotidiana do cuidador e principalmente suas atividades de lazer e de relacionamento amoroso, etc. Muitos familiares não levam em conta o sofrimento psicológico do cuidador, mas este também precisa de amparo. Pois só se ajuda o outro se a pessoa estiver bem. Portanto, prestem atenção e procure apoiar quem cuida de um depressivo.



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