31 de julho de 2015

Questionamentos no Amor

Questionamentos no Amor Psicólogo Flávio de MeloNas idas e vindas do mundo encontramos pessoas que nos chamam atenção, algumas nos fazem parar e nos atemos a conhecê-las, outras nos dispomos a abrir nossa vida para que nos conheçam. Mas a maioria fica por ai. Umas poucas nos fazem investir e nos permitimos abrir nosso coração, com isso achamos que estamos bem. Mas por vezes aparecem outras pessoas que mexem a ponto de nos questionarmos se queremos manter o que já conquistamos. Será que não seriamos mais felizes noutra relação? Será que não seriamos mais felizes sozinho? Será que realmente quero dividir minha vida com outra pessoa? Será que meu momento não é simplesmente voar, mesmo sabendo que não tenho ninho para pousar? Será que a conquista, não é o que me motiva e por isso sou atraído por novos relacionamentos? Será que a mesmice de uma relação já conquistada não me enjoa e me afasta? Afinal o que eu quero? O que me move. Como conciliar minha liberdade com uma relação que não me prende, mas me limita? Como ser livre escolhendo uma companhia? Quantos questionamentos? Quantas respostas diferentes?

24 de julho de 2015

De balada em balada até encontrar um amor

De balada em balada até encontrar um amor Psicólogo Flávio de MeloHoje em dia muitas homens e mulheres tem optados por não viverem uma relação amorosa estável, preferindo ficar sozinhos, mas não solitários. Uns evitam qualquer relacionamento, mas a maioria sai a caça nas festas e baladas ou mesmo montam uma rede de parceiros para encontros e sexo casuais. Isto reflete duas posições opostas, por um lado pessoas seguras que optaram por determinado período da vida em função de outros projetos não investirem tempo e energia num relacionamento duradouro que implica viver os bônus e administrar os ônus desse empreendimento. E por outro, pessoas inseguras que tem medo de se perderem numa relação amorosa que implica compromisso.

17 de julho de 2015

Casamento de Duas Famílias

Casamento de duas Famílias Psicólogo Flávio de MeloNo decorrer da minha vida profissional atendi muitos casais ou mesmo pacientes que apontavam problemas na sua vida amorosa e ao aprofundar, o que foi verificado é que não houve um casamento entre eles, mas duas culturas das suas respectivas famílias e o quanto as divergências oriundas de ambas se atritam numa relação a dois sem projeto comum. O que deveria ser comum entre um casal prestes a se casar é a questão: se vamos viver juntos sem prazo para encerrar, o que queremos para nossa vida amorosa independente da nossa educação e origem familiar? Fazer isso é um ato de coragem, pois colocam em xeque suas origens e valores. Precisam se olhar nu e cruamente suas origens, gostos e desejos; identificar suas afinidades, seu jeito de ser, eleger valores que lhe são irrefutáveis e que precisarão ser negociados se houver divergências. Precisaram enfrentar seus familiares quando abrem mão de costumes que eram significativos nas suas famílias de origem. Mas não é isso que se vê.

14 de julho de 2015

Saudade


Saudade Psicólogo Flávio de MeloNuma das oportunidades em que coordenei grupos com depressivos, foi eleito o tema perdas de pessoas queridas. Alguns citaram falecimento de mães e o quanto sentiam sua falta mesmo sendo adultos; outros citaram a perda de cônjuge e quanto sentiam-se solitários na nova jornada da vida e por fim algumas das mulheres que faziam parte do grupo citaram falecimento dos seus filhos e o quanto elas sentiam-se revoltadas por esse acontecimento. Algumas sentiam-se culpadas, mesmo quando a realidade mostrava que em nada poderiam evitar a terrível morte. Nesse trabalho que consistia em compreender suas perdas e buscar apoio no próprio grupo para formar uma base que possibilitasse a saída da depressão, os participantes se emocionaram com esse tema e expressaram saudade dos entes que partiram. Foi tão emocionante que ficou por muito anos presente em minhas lembranças. Agora procuro expressar em palavras o que eles citaram o que viviam nesse dia.

10 de julho de 2015

Como agir quando o outro pede um tempo na relação?

Como agir quando o outro pede um tempo na relação Psicólogo Flávio de MeloEm determinado momento de um relacionamento é possível que um dos dois, por algum motivo, não sinta-se confortável e resolve se isolar para pensar. Às vezes é um prelúdio do término, mas em outras situações é apenas para resolver outros problemas que não o da relação, mas por não saber resolver de forma equilibrada, prefere se recolher, colocar a cabeça no lugar para voltar. Mas nem sempre isso é bem compreendido.

3 de julho de 2015

Encontros e Despedidas


Encontros e Despedidas Psicólogo Flávio de MeloO amor inevitavelmente é constituído de encontros e despedidas e, na maior parte, não sabemos quando encontramos e nos despedimos. Quanto à despedida, até pode ser uma escolha unilateral. O encontro necessita da escolha mútua. Escuto que a despedida é uma vivência muito difícil, mas na realidade ela é apenas mais dolorida, pois se pensarmos melhor o encontro é muito, mas muito mais difícil de ocorrer. Iniciar um relacionamento implica uma grande somatória de pequenos “encontros”, sem contar com os inúmeros encontros com “outros” que podem afastá-los. Um relacionamento se inicia com algum tipo de atração, geralmente física ou comportamental. O problema é que ela precisa ser mútua. As diferenças e afinidades precisam se complementar e transformar o outro numa pessoa especial que se destaque de todas as outras. Uma vez constituído o amor, ele vai se manter pelo respeito. Não interessa a idade nem a intensidade das carícias e seus desdobramentos, o respeito que é a “cola” do amor, mas é a paixão, a atração, o desejo, o toque, que dão o tempero do amor.

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