17 de julho de 2015

Casamento de Duas Famílias

Casamento de duas Famílias Psicólogo Flávio de MeloNo decorrer da minha vida profissional atendi muitos casais ou mesmo pacientes que apontavam problemas na sua vida amorosa e ao aprofundar, o que foi verificado é que não houve um casamento entre eles, mas duas culturas das suas respectivas famílias e o quanto as divergências oriundas de ambas se atritam numa relação a dois sem projeto comum. O que deveria ser comum entre um casal prestes a se casar é a questão: se vamos viver juntos sem prazo para encerrar, o que queremos para nossa vida amorosa independente da nossa educação e origem familiar? Fazer isso é um ato de coragem, pois colocam em xeque suas origens e valores. Precisam se olhar nu e cruamente suas origens, gostos e desejos; identificar suas afinidades, seu jeito de ser, eleger valores que lhe são irrefutáveis e que precisarão ser negociados se houver divergências. Precisaram enfrentar seus familiares quando abrem mão de costumes que eram significativos nas suas famílias de origem. Mas não é isso que se vê.

O comum de um início de casamento, independentemente de ser heterossexual ou homossexual é não se conversar sobre o que estão construindo juntos. Ambos pensam individualmente sobre o que esperam e desejam e vão cobrar que o outro seja o que desejavam sem deixar claro antes da união. No caso de mulheres é comum, já na adolescência definirem se terão filhos e quantos, mesmo antes de conhecer seu futuro marido ou companheira. Pensam em como será o dia do seu casamento, mas não sobre como será seu dia-a-dia. Os homens geralmente nem pensam nisso, apenas se deixam levar pelas circunstâncias e deixam para decidir diante das adversidades ou escolhas da esposa. Além disso aparece as frases: “na minha casa era diferente”, referindo-se a sua família de origem.

Este é outro fator de inúmeras brigas, não só os valores de suas famílias de origem se sobrepõem ao seu casamento, como os familiares se veem no direito de opinarem com o aval do cônjuge. Isto mostra o quanto ainda vivemos numa sociedade sem maturidade para constituir novas famílias e o quanto se critica a instituição família. Por viverem sob essa viseira estreita de perpetuar sua educação, querem destruir uma instituição de base sem propor nada no lugar. A importância de se questionar, se dar conta da sua responsabilidade de construir sua vida e de como podem levar a vida dos outros em consideração.



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