9 de outubro de 2015

Em busca da liberdade no relacionamento a dois

Aqui será abordada a liberdade de querer escolher o outro para namorar, de sentir-se livre vivendo junto a companhia do outro. Usualmente fala-se em liberdade quando se está sozinho, ou quando há espaço na relação para sair só e poder ficar com outras pessoas. Em contrapartida, é apontado que namorar é o fim do jogo, a prisão, a perda da liberdade. Mas é comum esse tipo de pensamento vir de pessoas imaturas para se conviver num projeto a dois. 

Profissionalmente, me deparei com diversos pacientes que apresentavam dificuldade em relacionar-se por um longo período de tempo sem sentir-se incomodado com a falta de liberdade.Questionavam o que estavam fazendo naquela relação, por que se incomodavam com a presença do outro. Mas ao mesmo tempo se envolviam, sentiam-se atraídas e viviam a sexualidade com plenitude. Essas contradições as confundiam. Gosto ou não gosto do outro? Vale a pena ficar ou não? E imediatamente colocavam em lados opostos da balança a continuação da relação e a escolha da liberdade.

De que maneira resolver isso? Com certeza não é comparando as duas opções, não vai ser pensando em como pode ser feliz na companhia de quem já está saindo, pois isso a pessoa já vive. Nem pensando em como vai ser sua vida de solteira, pois isso a pessoa experienciou. O que a pessoa precisa fazer é pensar em si no futuro. Como ela quer ser, como gostaria de estar vivendo e se relacionando. É deixar sua imaginação ir ao futuro e identificar o que sente ao ver essas imagens. Depois, voltar ao presente com essas informações e verificar a qual dos lados se inclina. Às vezes não é com nenhum dos lados, pois pode querer ficar acompanhada, mas não de quem está se relacionando.


O essencial é saber que a liberdade não significa estar sozinho, pois liberdade é o exercício de escolher. E é possível escolher estando namorando, ou mesmo escolher namorar e nem por isso a pessoa deixar de ser livre. Mas se o que a pessoa está querendo é ficar com uma diversidade de pessoas, é porque não está preparada para uma relação saudável a dois. Vai machucar-se ao se perceber sozinha nos braços e bocas alheias e vai machucar o outro por inviabilizar o futuro e desejo de quem se relacionava.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449

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