11 de dezembro de 2015

Afinidades no Amor

Afinidades no Amor - Flávio Melo Ribeiro
    A base do amor não é construída por diferenças ou oposições, mas por afinidades. Porém, as afinidades não garantem um amor forte ou duradouro, mas facilitam que as pessoas se conheçam, se identifiquem e sintam vontade de se encontrar novamente. Mesmo as diferenças e oposições que existam entre o casal servem para gerar mudança e constituir uma afinidade. Esta pode ser ilusória, situada apenas na expectativa de que o outro, ou o mundo, mude para constituir o desejo de um amor verdadeiro. Mas o amor vai além das afinidades, é um estado emocional que ao se constituir não é mais controlado pela pessoa. Ela apenas o vive, bem ou mal; sendo correspondido ou repelido. Da mesma forma, quando o amor se desfaz, não há reflexão baseada na razão que o faça voltar. Por isso o ditado, “quando a mulher cansa não é mais reconquistada”, mas não é uma questão de gênero, também é válido para o homem.


    Quando o amor acabou porque se cansou de tentar encaixar o que não tem jeito, por esperar uma mudança no outro que nunca vai existir, porque sua própria personalidade foi tão judiada por relações ruins no passado ou por não se perdoar por ter aceitado o que hoje percebe que era inaceitável, a alternativa talvez seja ficar sozinho e se perceber quem realmente é, o que está fazendo consigo e com os outros. Porque aceitar o que não tem afinidade ou se guiar pelas mágoas do passado é não estar preparado para amar e constituir uma relação saudável. É sinal de insegurança, que leva a comportamentos de dependência ou egocentrismo, por medo de repetir as vivências ruins a que se submeteu. Dependendo da personalidade, se torna sem graça ou depressivo. Se for forte, pode levar o outro para o redemoinho das suas inseguranças.


    Se não quer separar, converse com o outro, diga o que não está bem, peça ajuda para ultrapassar as intemperes da personalidade. De qualquer forma, a saída é um novo amor, mesmo que seja com a mesma pessoa. Não aceite continuar igual, pois a relação como está já demonstrou que fracassou. Ambos precisam se descobrir, sem egoísmos, mas sabendo do que gosta, o que quer, quais são as verdadeiras afinidades, construir um projeto a dois sem privar a liberdade do outro. Viva o respeito, seja o meio de realização do outro. Isto também é válido para quem se separou e quer voltar.



CRP12/00449

Viver – Atividades em Psicologia desenvolveu programas psicoterapêuticos que possibilitam ser trabalhados em grupos e individual.
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