24 de março de 2016

Diferenças: o elo entre as pessoas.


Diferenças: o elo ntre as pessoas - Flávio Melo Ribeiro
Numa tarde, alguns anos depois de formado, atendi três novos pacientes com o mesmo tipo de queixa “dificuldade de relacionar-se com os outros”, mas com problemas e origens diferentes. De certa forma um complementava o outro: o primeiro sofria pelo seu egocentrismo, outro pela solidão, que beirava a depressão e por fim, o terceiro por “enxergar pelo coração” as pessoas com quem se relacionava e acabava sendo incompreendido ou mesmo repreendido. Este último paciente, uma mulher de 23 anos tinha muito a ensinar aos demais, mas não se conheciam e não tinham ligação. Até começar a atendê-los não tinha ideia do quanto eles iriam possibilitar um novo direcionamento nos atendimentos.

11 de março de 2016

Depressão: momento de agir

Depressão: momento de agir
Num determinado dia ele acordou desanimado. Ao refletir sobre, se deu conta que estava sofrendo pressão no trabalho mais do que normalmente vivenciava; está afastado dos amigos; abandonou os esportes, e o pouco de lazer ficou comprometido devido à crise que vive no casamento. Ficou na cama por mais trinta minutos, até sentir que precisava levantar. Mesmo sem ânimo se arrumou, alimentou-se, no entanto sabia que sofreria no final do dia ao retornar para casa, pois significava que sua vida não mudou e sentiria o peso do fracasso. Cumprimentou mecanicamente sua esposa e saiu para trabalhar sem compartilhar com ela suas reflexões e angústias. No trajeto ao trabalho sonhava com uma mudança mágica, sem esforço e se possível sem assumir responsabilidades. Mas não adianta, na maior parte dessas situações é como trocar o pneu do carro com ele andando, pois não é possível parar o mundo.


4 de março de 2016

Uma mulher, um projeto, uma escolha

Uma mulher, um projeto, uma escolha - Flávio Melo Ribeiro
Numa tarde ensolarada, ela vem descendo a rua, com passos seguros, mostrando aos outros que sabe o que quer e para onde vai. Ao olhar o celular percebe que seu namorado a está ligando, com um sorriso no rosto o atende. Mas a primeira frase que escutou foi  - Onde você está? Estou escutando barulho, está na rua? Diante dos questionamentos desanimou e ficou fria. Mais uma crise de ciúmes! Não queria mais isso, já tinha esgotado todas as argumentações nas ocasiões anteriores. O comportamento enciumado do namorado explicitou a contradição de como é seu relacionamento e como gostaria de viver. Nessa mesma noite botou um ponto final no namoro.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...