18 de abril de 2016

Drogas e suicídio

 Drogas e Suicídio
Jovem com roupas da moda, fisionomia atraente, bem relacionado, levanta-se da poltrona, encaminha-se para sacada do oitavo andar e mantém olhar fixo no horizonte. As linhas de expressão do seu rosto estavam caídas e seus olhos viam, mas não enxergavam. Sua consciência estava focada nas imagens produzidas a partir da ingestão de “doce” (denominação dada ao LSD – droga alucinógena). As demais pessoas da festa não percebem nada de errado, e ele começa a sorrir ao ver um caminho luminoso a sua frente. Muito mais atraente do que acontece ao seu redor, sente-se atraído para se encaminhar até a música e as pessoas que se encontravam no final das luzes. Com calma, subiu numa cadeira deixada junto a mureta da sacada, posicionou o primeiro pé na mureta, colocou o segundo pé e deu um passo à frente. Foi nesse momento que sentiu um forte puxão no seu braço dado por um dos seus amigos, caiu no chão da sacada, machucou as costas e berrou enfurecido com quem o olhava. No outro dia, sóbrio relatou que em nenhum momento pensou em se matar, apenas iria andar pelo lindo caminho luminoso que enxergava, embora a lei da gravidade não leve isso em consideração.

No mesmo momento da festa, num outro bairro da cidade, estava um outro jovens, 24 anos, muito triste com o término do seu namoro, inquieto não parava de andar em seu quarto. Seus pensamentos e sentimentos estavam ampliados pelo uso contínuo de cocaína por três dias. Não saia desse ambiente, nem para se alimentar, foi quando começou a escutar a voz da namorada no outro lado da parede (é importante saber que a cocaína em excesso pode produzir alucinação), essa se intercalava com uma voz masculina, que lhe provocava pensamentos negativos. Já tinha relatado diversas vezes aos familiares que escutava uma voz e que também surgiam pensamentos que não eram seus. Nessa noite, como em outras ocasiões, eles induziam ao suicídio. Mas dessa vez estava de posse do revólver do seu pai, fazia uma semana que o tinha escondido. Quando os pais conseguiram arrombar a porta depois de terem escutado o tiro, já era tarde. Encontraram o corpo ensanguentado e sem vida. A droga fez mais uma vítima, agora fatal!!! Ele não destruiu apenas a sua vida, mas a da família.
Evite as drogas e descubra os prazeres da vida!

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro

CRP12/00449

A Viver – Atividades em Psicologia desenvolveu programas psicoterapêuticos que possibilitam ser trabalhados em grupos e individual.

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