16 de maio de 2016

Porque a Rosa brigou com o Cravo?

 Porque a Rosa brigou com o Cravo?

A Rosa perguntou para o Cravo – “o que te incomoda tanto?” e o cravo respondeu – “as tuas críticas sobre mim.” – “Você queria conhecer a verdade” retrucou a Rosa e continuou, “ela vai te fazer crescer, mas antes vais sentir dor e sofrimento, pois existe duas formas de aprender: pensando ou sofrendo e você Cravo, adora aprender sofrendo. Após esse período de dor é que será possível haver crescimento. Portanto, enquanto você não tiver amadurecimento para crescer através das experiências alheias e da empatia, condição de se colocar na posição do outro, e perceber o mal ou bem que pode causar, é importante ter paciência para refletir sobre as dores causadas por suas insensatas ações.”


O Cravo, cego pela sua prepotência, apresentava dificuldade em assimilar as críticas e acabava repetindo os erros, mesmo querendo mudar. Avaliava que a tratava tão bem, então, porque ela ficava tão chateada quando ele não tratava bem os estranhos? Já sem paciência ela repetia que ao trata-los mal, estava também fazendo mal a ela. Mais inconformado ele ficava quando, ao querer agradá-la, recebia em troca uma Rosa mau humorada, quando já esgotada por se dedicar aos seus familiares, trabalho, casa, etc, desejando apoio, ainda precisava se desdobrar para lhe dar atenção. Apesar disso, inevitavelmente o Cravo dizia – “você está sempre tensa, relaxa, difícil te agradar!” – “Difícil é você enxergar as minhas necessidades." retrucava a Rosa.

Além disso, o Cravo também era intolerante diante das opiniões diferentes da sua. Sem tato para apresentar as ideias, as falava de forma direta sem espaço para discussão, mostrando-se imaturo e criando barreira para continuar a conversa. Quando repreendido discutia até o limite. “Aja paciência” pensava Rosa. Isto foi até o momento em que a balança pendeu para o lado negativo e as boas coisas do Cravo não mais faziam sentido para a Rosa.

Esse tipo de relação são apresentadas por diversas Rosas que já atendi no decorrer de muitos anos e os muitos Cravos só aprenderam quando sozinhos lamentavam a perda da Rosa e confessavam que fariam tudo diferente se tivessem nova oportunidade. Mas as oportunidades estão sempre abertas, senão for com a mesma pessoa com quem possa vir a conhecer.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449

A Viver – Atividades em Psicologia desenvolveu programas psicoterapêuticos que possibilitam ser trabalhados em grupos e individual.
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