27 de junho de 2016

Meu filho assumiu que é gay, o que faço?

 Meu filho assumiu que é gay
Nessas quase três décadas como psicólogo percebi que em algum momento de suas vidas, os jovens homossexuais, que tinham escolhido tal opção para relacionamentos casuais ou duradouros se depararam com uma situação comum: como contar aos pais que eram e tinham assumido a homossexualidade. Os preconceitos, medos, inseguranças, vinham à tona antes de contar, e a angustia tomava conta nas semanas anteriores, mas havia um alívio depois da conversa. Esse alívio não significava necessariamente a paz. Mas como ficam os pais nessa história? Primeiro que já existe uma diferença de projetos de vida, enquanto o filho busca aceitação por parte dos pais com intuito de viver o que deseja, seus pais até então viviam um projeto de configuração familiar pré-estabelecido, antes mesmo dos seus filhos nascerem. O filho, por sua vez considera isso um absurdo e aponta que os pais não podem desejar algo que implica na liberdade dele, buscam, dessa forma, uma justificativa para sua liberdade.

20 de junho de 2016

Início de namoro

 Inicio de namoro - Flavio Melo Ribeiro
Quando uma pessoa começa a namorar sabe mais sobre si do que sobre o novo relacionamento, portanto namorar, além de levar o outro em consideração, é prestar atenção em si. Ficar atento as situações que possa desfrutar e se realizar, como também não deixar o passado interferir negativamente no novo. Com o passar do tempo acumula-se experiências, e muitas delas, deixam marcas que de alguma forma servem de referência para reflexões e expectativas. No entanto a pessoa que você começou a namorar não sabe, e por sua vez traz uma carga que você não tem ideia, mas vai conviver. Outro ponto importante é a administração da ansiedade de ambos no início do relacionamento, pois dependendo de como administrarem vão abrir espaço para se conhecerem de forma saudável ou botar a perder. Não tanto pela dimensão do que é feito, mas pela interpretação do que foi feito.

13 de junho de 2016

Reflexão sobre sexualidade


 Reflexão sobre sexualidade - Flávio Melo Ribeiro

Como psicólogo sou questionado sobre o comportamento humano e comumente se as crenças populares são verdadeiras. Dentre elas as referentes ao relacionamento amoroso e ao sexo estão entre as mais questionadas. Uma vez um jovem cliente me questionou o que ele poderia fazer para conquistar sexualmente sua namorada. Isto me motivou a fazer uma pequena pesquisa entre clientes e mulheres que participavam de grupos em quais coordenava e o questionamento era "o que a deixava mais propícia ao sexo junto ao seu companheiro?". Em resumo foi possível agrupar as respostas em três pontos:

6 de junho de 2016

Me sinto livre, posso casar?

 Me sinto livre, posso casar?
Liberdade é possibilidade de escolher. Na psicologia diz-se que a prova da liberdade é a angústia, pois é diante de uma escolha que implica nossa vida, que nos sentimos angustiado. E junto com a angústia vive-se o desamparo, pois nos sentimos inteiramente responsáveis pelo que escolhemos. Por mais que possamos pedir conselho, ler a respeito, escutarmos opiniões, somos nós que escolhemos e consequentemente nos comprometemos e nos responsabilizamos. Não vamos confundir angústia com ansiedade. A ansiedade está ligada a tentativa de economização do tempo, é o desejo que tudo se resolva o mais rápido possível. Sofre-se por esperar. Na angústia o sofrimento é por não saber qual opção será a melhor, ou mesmo reconhecer que o caminho tomado não apresenta o resultado desejado.
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